Crescimento digital dispara durante pandemia

A hora é agora:
crescimento digital dispara durante pandemia

Não há como negar que a pandemia da covid-19 transformou a vida de todos. De um dia para o outro, um inimigo invisível obrigou cada um de nós a mudar a forma como conduzimos nossos negócios, reorganizamos a rotina da família, repensamos nosso lazer e, claro, mudamos nossos hábitos de compras. E o mundo virtual tem papel determinante nessa situação.

De acordo com o indicador de consumo MCC-ENET, desenvolvido pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) em parceria com o Movimento Compre & Confie, o e-commerce do país dobrou suas vendas em abril, com uma alta de 98,74% em relação ao mesmo período do ano passado. O faturamento registrou crescimento de 81,64%.

E não foi apenas o volume de compras que aumentou durante o período. O Brasil registrou um aumento médio de 400% no número de lojas que abriram o comércio eletrônico por mês durante o período da quarentena.

Segundo a ABComm, até o começo das ações para conter o Coronavírus no país, no início da segunda quinzena de março, a média era de 10 mil aberturas por mês. Esse número saltou para 50 mil mensais logo após os decretos de isolamento social. O levantamento indicou que mais de 100 mil lojas já aderiram às vendas pela internet e os setores que estão em alta são os da moda, alimentos e serviços.

Por isso, é preciso estar atento. Existem momentos na vida em que é preciso agarrar uma oportunidade no momento em que ela aparece. É como lembra o velho ditado: “o trem não espera ninguém na estação”. No caso do e-commerce, estamos falando de um trem bala. Os dados comprovam que, para quem não quer ficar para trás, o momento é esse.

Digital não é apenas uma vitrine

Desde 2003, o e-commerce cresce mais de 11% ao ano, alcançando picos de até 72%, como em 2006. Mesmo assim, muitos brasileiros fizeram suas primeiras compras online durante esse período de quarentena. Se eles tiverem boas experiências, levarão esse hábito adiante, mesmo depois da pandemia. Ou seja, essa é uma tendência que surgiu muito antes da pandemia e deve perdurar muito além dos efeitos causados pelo Coronavírus.

Mesmo assim, antes da pandemia, ainda havia certa resistência em relação ao e-commerce: será que vale a pena o investimento? Não é apenas uma vitrine? Bem, os números mostram que essas dúvidas não têm mais espaço entre nós. Evidentemente que dar esse passo demanda investimento e alguns riscos, assim como qualquer decisão de quem decide empreender.

O varejo online não é apenas uma vitrine, nem mesmo uma tendência, é realidade. Todavia, cabe lembrar que apenas disponibilizar seus produtos de forma virtual não significa verdadeiramente estar presente no mundo do e-commerce. É importante continuar trabalhando duro em estratégias de marketing que levem clientes até seu site ou marketplace, para que as pessoas lembrem da sua marca na hora de pesquisar pelos produtos que você oferece.

Integração loja física e marketplace

Essa aceleração do virtual causado pelas restrições de circulação relacionadas à pandemia não vai, necessariamente, colocar fim às lojas físicas. Um recente estudo divulgado pelo eBay, mostrou como os pequenas e médias empresas (PME) têm conseguido manter suas lojas abertas utilizando-se do recurso dos marketplaces.

De acordo com o Global Marketplace Index (GMI), 44% dos PMEs norte-americanos, dizem que a venda em marketplace permite que mantenham suas lojas físicas abertas. Ou seja, não importa o tamanho da sua empresa, coloca-la verdadeiramente à disposição do mundo por meio da rede mundial de computadores é uma estratégia sem volta.